| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Oxyruncidae |
| Ridgway, 1906 | |
| Espécie: | O. cristatus |
A araponga-do-horto é uma ave passeriforme da família Oxyruncidae. Sua situação taxonômica, no entanto, é confusa. É frequentemente considerado como o único membro da família Oxyruncidae. No passado recente também já foi colocado na família Cotingidae e até Tyrannidae.
Seu nome científico significa: do (grego) oxus = pontudo; e rhunkhos = bico; oxyrhamphus = bico pontudo; e do (latim) cristatus = com crista. ⇒ (Ave) de bico pontudo e com crista.
Mede cerca de 18 centímetros de comprimento e pesa cerca de 42 gramas.
Possui bico pontiagudo e largo na base. Entre muitas das suas características distintivas são o bico pontiagudo, a íris laranja-avermelhado e manchas pretas sobre o ventre. Tem uma crista vermelha ou amarela, que é normalmente achatado e escondida. Na fêmea essa crista é um pouco menor.
Possui seis subespécies reconhecidas:
Obs: (N: Norte, S: Sul, L: Leste; O: Oeste; C: Centro; NE: Nordeste; NO: Noroeste)
| Fotos das subespécies de (Oxyruncus cristatus) | |
|---|---|
| (Ssp. tocantinsi) | (Ssp. cristatus) |
| Canto (Oxyruncus cristatus tocantinsi) | Canto (Oxyruncus cristatus cristatus) |
Alimenta-se de frutos grandes e pequenos, além de artrópodes, podendo se pendurar de cabeça para baixo nos galhos para obter o alimento.
O ninho é construído pela fêmea em um galho fino e tem a forma de uma xícara pequena, coberto de musgos, líquens e teia de aranha. Os filhotes são alimentados por regurgitação. Em um ninho estudado no sudeste brasileiro haviam 2 ovos que eram cuidados apenas por um adulto, provavelmente a fêmea, que permanecia chocando por períodos de 30 minutos e ausências/intervalos de 8 minutos. Os filhotes deixaram o ninho após 25-30 dias.
Na corte da fêmea, 3 a 4 machos podem se agrupar e cantar de árvores próximas. Alguns machos então se apresentam juntos para a fêmea, pulando de galho em galho, talvez em padrão repetido. (obs. pess. Salles, O.)
Habita a copa e borda de matas úmidas e é raramente visto nos estratos baixos. Mais comum entre altitudes de 400 a 1100 metros, mas pode eventualmente, em especial fora da temporada reprodutiva, descer até quase a altitude do mar. Frequentemente seguem bandos mistos de traupídeos (Thraupidae) pelas copas. Podem também forragear sozinhos.
É encontrado em uma série de áreas disjuntas da Costa Rica para o sudeste do Brasil, inclusive os tepuis, sul da Venezuela e Guianas, Pará, Amapá, e vários pontos na encosta leste dos Andes. Na Mata Atlântica ocorre do Sul da Bahia ao Rio Grande do Sul.